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É salutar o olhar solidário ao próximo!

Buscar e compartilhar alternativas que visem a paz, a afetividade, a dignidade, o respeito, o cuidado, a saúde, a reflexão, a tolerância, a fé, a sustentabilidade, a família, perspectivas de futuro, comportamento, orientação e equilibrio, são fatores vetoriais e essenciais à todos os seres vivos do globo terrestre.

Será nesse sentido que vamos atuar, no intuito de servir de instrumento de transformação social, fomentando a humanização, resultando no bem estar de todos!


Juntos, firme nos propósitos de prevenir, preservar, reciclar, educar, orientar, amar e transformar!!

Paula Bastos, esposa, administradora do lar, amante dos animais, advogada, cultivadora da política de sustentabilidade e, militante na luta a favor de um mundo com dignidade, respeito e responsabilidade em todos os sentidos.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Reorganizando!!!



Fonte: Yahoo.com
1. Resista a uma pechincha
Só porque você pode comprar uma camisa por R$ 30,00 ou seis garrafas de coca-cola (litro) por um ótimo preço não significa que você deva. "Pergunte-se: 'Tenho algo semelhante? e "Onde é que eu vou guardar isso? ' antes de fazer uma compra ".

2. Faça as pazes com a imperfeição

Muitas vezes dedicamos muito tempo para deixar algo perfeito como organizar nosso armário impecavelmente, mas tarefas como guardar as compras do mercado ou arquivar documentos são feitos de qualquer jeito.  Tente fazer todas as tarefas perfeitamente, pois é a maneira mais fácil de manter a ordem.

3. Nunca use um local para guardar com a tag "diversos"
Você coloca um monte de coisas em um arquivo ou caixa e escrever "diversos" bem na frente.  Em apenas uma semana você já esqueceu o que está lá dentro. Que tal classificar os itens em grupos específicos como notas fiscais, velas e assim por diante.

4. Tenha rotina para se livrar da tralha
Ao invés de esperar um feriado ou uma greve bancária, crie uma rotina para destralhar um local. Lembra da regra dos 15 minutos? Só se gasta isso fazendo uma triagem na correspondência, organizando uma gaveta de meias ou limpando os armários da lavanderia.

5. Fique com o que funciona pra você
Viver sempre em busca do ultimo lançamento de celular ou  querendo antecipar ( e comprar) a próxima tendência da estação pode te desgastar. Não perca tempo (e dinheiro) buscando obsessivamente a melhor coisa.

6. Criar uma zona de despejo
Encontre um espaço para armazenar todas as coisas que você não tem tempo para guardar e evite coloca-las em qualquer lugar. Assim quando precisar de algo que não guardou, basta procurar  no local destinado para isto.

7. Peça ajuda
Pessoas organizadas pedem ajuda quando precisam para manter a ordem e o equilíbrio. Muitas vezes pode ser constrangedor pedir um favor a mãe, pai, sogra, cunhado ou empregada. Mas isto ajudará a seguir adiante e evitar que as coisas dêem errado no fim do dia.

8. Saiba separar as emoções dos objetos
É saudável e importante guardar objetos especiais que marcaram fases da sua vida (eu por exemplo, tenho a sopeira que pertenceu a minha bisavó que já faleceu). Mas guardar um vaso quebrado ou um brinco sem par só porque ganhou de alguém e tem valor sentimental não faz sentido. Pratique o desapego e deixe ir embora itens que não tem utilidade e não podem ser usados.

9. Previna (e evite) os acidentes
Você não sairia de casa em um dia cinzento sem guarda-chuva, certo? Pessoas podem passar a vida sem aplicar esse princípio. Não basta abrir o armário da lavanderia e simplesmente jogar vassouras, pás, aspirador, escada lá dentro, pois uma hora isso tudo vai acabar caindo em cima de alguém (ou de você mesmo) quando a porta for aberta. Então previna e organize o armário antes que cause um acidente.

10. Saiba onde doar
Isso é um verdadeiro exercício de observação. Antes eu costumava doar itens para as pessoas que eu achava que precisavam. Mas doar para uma instituição facilita o trabalho evitando que a mesma pessoa receba muitas peças iguais. Geralmente instituições tem uma listagem das pessoas que necessitam ser ajudadas. Assim você tem certeza que sua doação foi destinada para quem realmente estava precisando naquele momento.

sábado, 3 de setembro de 2011

A felicidade e o bem-estar dos seus amigos, e dos amigos deles, podem ter influência direta no seu humor, nos seus hábitos e na sua qualidade de vida

A felicidade é contagiosa

A felicidade e o bem-estar dos seus amigos, e dos amigos deles, podem ter influência direta no seu humor, nos seus hábitos e na sua qualidade de vida

por Giuliano Agmont
design Thiago Lyra
ilustrações Wesley Iguti

Você já deve ter ouvido falar da teoria dos seis graus de separação. É aquela que nos coloca a uma distância de até meia dúzia de pessoas do resto do mundo. Pela hipótese, qualquer um é capaz de apertar as mãos, por exemplo, dos vencedores do Prêmio Nobel de Medicina 2008 — os franceses Françoise Barre-Sinoussi e Luc Montagnier, que descobriram o vírus causador da aids, o HIV — acionando apenas alguns poucos contatos. Entre os matemáticos, ainda restam cálculos que comprovem tal fenômeno, que eles chamam de pequenos mundos. Já no campo da cura e da prevenção de doenças, os pesquisadores somam cada vez mais evidências de que essa mesma rede de amizades funciona como um poderoso canal de contágio de bom humor, bem-estar e até felicidade. 
O que pesquisas recentes mostram é que, assim como vírus e bactérias, a saúde também é transmissível — só que por meio dos laços afetivos criados entre nós. Na prática, quem se aproxima de gente que faz ginástica, por exemplo, tende a espantar o sedentarismo sem sofrimento. Aqueles que presenciam a decisão de um amigo de parar de fumar têm mais chances de largar o cigarro. E os que preferem conviver com pessoas alegres acabam tornando-se mais satisfeitos com a vida. De acordo com um estudo assinado pela Harvard Medical School, nos Estados Unidos, se um grande amigo seu ficar contente, a probabilidade de você começar a rir à toa só por conviver com ele é de 60%. 
Como humores e hábitos se tornam contagiosos? Os mecanismos que permitem a propagação de algo que não cabe em um tubo de ensaio ainda pedem mais esclarecimentos. Os cientistas, porém, têm algumas pistas. “Os animais sociais, como é o caso do homem, nascem com a capacidade de imitar seus pares mesmo sem ter consciência disso. É o efeito camaleão” explica a neurocientista Eliane Volchan, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Fazendo isso, o indivíduo consegue incluir-se no grupo e obter a necessária proteção para sua sobrevivência.” 

Seria como uma mímica involuntária ou instintiva, a mesma que nos rege toda vez que presenciamos um bocejo — quando nos damos conta, já estamos com o bocão aberto. Mas o trabalho do pessoal de Harvard vai ainda mais longe: sugere que a transmissão pode se dar entre desconhecidos, e a distância. De acordo com os pesquisadores, existem até três graus de contágio social. Ou seja, o amigo do vizinho de porta do seu melhor amigo tem influência sobre sua felicidade. 

Outro aspecto que reforça a importância dos nossos relacionamentos é o papel das amizades na conquista da saúde. Um artigo do jornal americano The New York Times publicado em abril mostra que o amparo emocional do amigo é capaz de prolongar a vida, renovar a memória, combater o câncer, proteger o coração e até evitar a obesidade. A neurocientista Eliane Volchan complementa: “Temos evidências de que a amizade acelera o tempo de cicatrização de uma lesão e também ajuda a reduzir o estresse”.

Quando ela deixa de ser uma escolha, é a saúde que sai prejudicada. Um estudo americano revela os efeitos do isolamento nos genes e comprova seus riscos ao corpo

Quando ela deixa de ser uma escolha, é a saúde que sai prejudicada. Um estudo americano revela os efeitos do isolamento nos genes e comprova seus riscos ao corpo

por MARIANA AGUNZI • design LAURA SALABERRY • ilustração ANNA CUNHA

Quem pensa que a falta de vínculos sociais e afetivos é um drama com repercussões restritas às emoções se engana. A ciência alerta, agora, que a solidão pode até mesmo nos provocar doenças — e não apenas psíquicas. Uma leva de pesquisas recentes mostra que os avessos à família e aos amigos têm tanta tendência a ficar enfermos quanto os fumantes ou sedentários convictos. Há indícios também de que os solitários estariam na linha de frente dos problemas de fundo inflamatório, caso de artrites e doenças cardiovasculares. 

Segundo um estudo recém-concluído na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, pessoas que se queixam de uma vida reclusa possuem genes menos ativos na proteção contra vírus. "Os sociáveis estão naturalmente mais propensos a contrair viroses porque estão em maior contato com outros indivíduos", raciocina o psicólogo Steve Cole, que liderou o trabalho. Já a turma que vive afastada do mundo, menos exposta a esse tipo de micróbio, acaba apresentando um sistema imune que não tem tanta necessidade de enfrentá-lo. Em tudo na vida, porém, há uma compensação. Nessa gente, as defesas passam a se concentrar nas bactérias, o que gera uma reação inflamatória recorrente — e nem sempre bem-vinda, já que inflamação demais abre alas a descompassos em diversas áreas do corpo. 

É claro que nem todo solitário está fadado a cair de cama. O perigo surge quando a sensação de isolamento é constante e isso, inclusive, independe de ter ou não uma companhia. "A partir do momento em que a solidão começa a interferir no comportamento e no estilo de vida, ela se torna patológica", afirma a psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo. 

A questão é que o bem-estar físico e mental está interligado. O desarranjo de um lado não raro desestabiliza o outro. Os indivíduos reclusos apresentam maior tendência à depressão, algo que repercute nos hormônios e nas defesas. "Essa condição está associada a quedas imunológicas, pressão alta, perda de sono e alcoolismo. Por isso, é um fator de risco comparável ao cigarro e à obesidade", acusa o psicólogo John Cacioppo, especialista em neurociência social da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos. 

Mas, calma, tantas evidências não significam que quem prefere viver mais só tenha que sair às ruas caçando companhia. Os estudiosos advogam que nem toda solidão é prejudicial. Não há problema algum se ela é fruto de uma escolha consciente, ou seja, quando nos afastamos do grupo para descansar, ler, refletir... situações que são até prestativas, especialmente antes de tomar uma decisão. O perigo, vale frisar, é perder o controle e deixar-se levar pela clausura absoluta, evitando inclusive os entes próximos. De qualquer forma, mais importante do que a quantidade é a qualidade dos relacionamentos que construímos ao longo da vida. E, se você estiver satisfeito com eles, pode se dar ao luxo de conceder um espaço na agenda para si mesmo — e só para si mesmo. 

Vida longa e acompanhada Manter uma rede de relaciona mentos ajuda a espantar doenças que aparecem com o avançar da idade, como o Alzheimer. É que o contato social garante uma cabeça mais ativa. "Com o tempo, muita gente tem menos necessidade de usar o cérebro e as ligações entre os neurônios enfraquecem. Os vínculos afetivos auxiliam a conservar essas conexões", diz o psiquiatra Paulo Inecco, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. 

Para domar a solidão

Cuide dos seus pensamentos:
 se você se sente bem permanecendo um tempo sozinho, não foque em problemas, mas em assuntos positivos. 

Gerencie seu tempo: apesar da correria, é importante manter um momento para os amigos e a família e para cuidar de si mesmo. 

Abra o leque de relacionamentos: permita-se conhecer novas pessoas e controle a ansiedade para evitar possíveis decepções

C.FED - Amassadores de latinhas poderão ser obrigatórios em bares e restaurantes - Síntese

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LEI FEDERAL Nº 12.472, DE 01/09/2011 - DOU 02/09/2011 - Síntese

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sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Chega de dúvidas na hora de separar os materiais para a reciclagem. Duas lixeiras em casa dão conta do recado. Descubra ainda como reduzir seu lixo e o que fazer com pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e outros materiais que também pedem um descarte adequado. Aproveite as dicas e fique em dia com sua consciência e com o planeta.

Sustentabilidade

Aula de reciclagem

Chega de dúvidas na hora de separar os materiais para a reciclagem. Duas lixeiras em casa dão conta do recado. Descubra ainda como reduzir seu lixo e o que fazer com pilhas, lâmpadas, óleo de cozinha e outros materiais que também pedem um descarte adequado. Aproveite as dicas e fique em dia com sua consciência e com o planeta.

Por Giuliana Capello


Que tal uma reflexão rápida: você saberia dizer quantos materiais já jogou no lixo hoje? Do início ao fim do dia, nosso ir e vir vai deixando rastros para trás: embalagens de biscoitos, de produtos de higiene, copinhos de café, sacolas plásticas, restos de alimentos, papéis e tantos outros vestígios que até perdemos a conta. Calcula-se que uma pessoa produza, em média, 1,5 kg de resíduos por dia. Todo esse peso - muito maior hoje do que algumas décadas atrás - destrói o meio ambiente e recai sobre a economia do planeta, condenada a destinar cada vez mais recursos para medidas que são apenas paliativas, uma vez que a solução definitiva está longe de aparecer.
         
• Compre              • Diminua              • Reaproveite       • Separe                • Adubo com
   menos                 o lixo                                                       o lixo                     alimentos
         
• Óleo na pia        • Troca de            • Lâmpada              • Sacola                • Pilhas
                                  computador        fluorescente            plástica                recicláveis
       
• Isopor é              • Sobrou tinta       • Nem tudo           • Organize
  reciclável?                                           se recicla             a coleta
Lição 1: Controle o impulso consumista
Comprar menos é a maneira mais eficaz de não produzir lixo. Óbvio, não? Mas, para isso ocorrer, é preciso ter um olhar crítico e atento, capaz de discernir entre o desejo de comprar e a necessidade real da compra. Annie Leonard, especialista em saúde ambiental, mostra em seu recente filme, The Story of Stuff um dado impressionante: apenas 1% dos produtos consumidos nos Estados Unidos continuam existindo seis meses após a compra. "Vivemos numa sociedade em que tudo é descartável. É preciso caminhar para uma sociedade do durável", diz Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
Nessa toada, o consumo consciente é nosso maior aliado. Sempre que possível, dê preferência a produtos mais duráveis, resista à tentação de trocar o celular em menos de dois anos (como faz a maioria dos brasileiros) e pense duas vezes antes de comprar aquela calça incrível que vai sair de moda em três meses.

Lição 2
: Reduza a sua produção de lixo
Aqui, selecionamos algumas dicas básicas do Instituto Akatu para diminuir suas visitas diárias às lixeiras.
- Não compre nada por impulso para não desperdiçar.
- Pense antes de imprimir e aproveite os dois lados do papel sulfite.
- Tenha sempre na bolsa uma sacola reutilizável para carregar pequenas
compras e reduza, assim, o uso de sacolas plásticas.
- Se sua família é grande, opte por embalagens maiores de alimentos.
- Prefira sempre as embalagens retornáveis, como as garrafas de refrigerante de vidro, e os produtos com refil.
- Nas compras, prefira produtos a granel e evite bens superembalados, como biscoitos que vêm em saquinhos pequenos dentro de outro saco plástico maior.
- Leve para o trabalho uma caneca para tomar água e café e esqueça os copos plásticos.

Lição 3
: Reaproveite antes de descartar
Esqueceu a caneca em casa e vai ficar no escritório tomando água o dia todo? Separe um único copinho plástico para usar. Difícil? Nem tanto. Experimente. Esse princípio vale para muitas coisas na sua casa. Algumas embalagens de alimentos, especialmente vidros e potes de plástico, podem (e devem) ser utilizadas mais de uma vez, da mesma forma que as famosas sacolas plásticas podem virar recipientes para o lixo orgânico. Retardar o descarte dando um novo uso aos materiais também é uma maneira de produzir menos lixo.

Lição 4:
Separe o lixo reciclável do orgânico
Separar os recicláveis é mais simples do que parece. Entram nessa lista os plásticos em geral, papéis, vidros e metais (latas de bebidas e alimentos). "Não precisa colocar cada grupo em cestos distintos. Essa triagem é feita pelas cooperativas do setor. Basta separá-los do lixo orgânico. Ou seja, duas lixeiras bastam", diz André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Remova restos de comida ou outro produto com uma colher ou guardanapo usado. "Uma dica é, ao lavar a louça, colocar as embalagens no fundo da pia e depois passar um fio de água", ensina Vilhena. Compactar as embalagens poupa espaço em casa e otimiza o transporte. "No caso dos vidros, evite quebrá-los e proteja-os com jornal ou caixa de papelão", lembra Roberta Martins Saviolo, técnica de reciclagem da Abividro (Associação Brasileira da Indústria de Vidro). Se possível, identifique-os com caneta para evitar acidentes com os catadores.

Lição 5
: Lixo orgânico pode virar adubo
Nas cidades, o lixo orgânico representa de 40 a 60% do total de resíduos. São restos de comida, folhas e podas de jardim. No Brasil, 1/3 dos alimentos vai para o lixo. Por isso, combater o desperdício é a melhor maneira de reduzir esse volume no meio ambiente. "Antes de comprar, pense no cardápio da semana e compare a data de validade do produto com o tempo estimado para seu consumo", sugere Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu. Além disso, sobras de alimentos podem virar sopas, bolinhos, compotas e geléias. Outra opção é ter uma composteira em casa para transformar o lixo orgânico em composto e adubo para as plantas. Várias ONGs trabalham com diferentes modelos para casas e até apartamentos. O projeto Minhocasa, por exemplo, vende um kit de compostagem caseira com minhocas. Aliás, a idéia rendeu o Prêmio Planeta Casa 2008 ao Instituto Coopera, de Brasília.

Lição 6
: Posso jogar o óleo usado de cozinha na pia?
Despejado na pia, 1 litro de óleo usado contamina até 20 mil litros de água. Jogá-lo no lixo também não é uma boa opção, pois ele pode vazar no solo, já que muitas cidades não têm aterro sanitário. Uma solução é fazer sabão em casa (vários sites trazem receitas simples). Se for descartar, armazene num recipiente e doe a entidades que reciclam o óleo para fabricar sabão e biocombustíveis. Na região do ABC paulista, o Instituto Triângulo recolhe o óleo nas residências e doa o sabão feito pela entidade.

Lição 7
: Troquei o computador. E agora?
Anualmente, o descarte de computadores gera 50 milhões de toneladas de lixo potencialmente tóxico, já que contém metais pesados. Antes de jogar fora seu PC, tente doar a alguém que poderá fazer uso dele. "Procure manter a máquina por mais tempo, fazendo um upgrade", sugere Heloísa Mello. ONGs como o Comitê para Democratização da Informática e o projeto Metareciclagem recebem doações de computadores em várias cidades do Brasil.

Lição 8: O que faço com as lâmpadas fluorescentes?
Lâmpadas incandescentes não oferecem riscos ambientais e devem ser descartadas com o lixo comum. Já as fluorescentes, que contêm mercúrio, merecem um tratamento mais cuidadoso. Algumas empresas desenvolveram tecnologia para a descontaminação e reciclagem do produto, mas poucas cidades têm acesso a esses serviços. Por isso, o melhor a fazer é embalar a lâmpada num saco plástico e colocá-la no lixo orgânico. Veja a lista de empresas que coletam lâmpadas de mercúrio no site do projeto Coleta Seletiva Solidária, do governo federal.

Lição 9
: Sacola plástica: a grande vilã?
Em São Paulo, elas correspondem a 40% das embalagens jogadas fora e ocupam de 15 a 20% do volume de um lixão. Na natureza, demoram 450 anos para se decompor. Uma pesquisa feita em 2007 pela Plastivida mostrou que a maioria das sacolas plásticas de supermercados não seguia os padrões da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o que levava os consumidores a usar duas por vez. "No tamanho-padrão, elas devem suportar 6 kg e não estavam agüentando nem 2 kg. Isso gerou uma grande campanha pela melhoria da qualidade", conta Francisco de Assis Esmeraldo, presidente da Plastivida. Reaproveitá-la como saco de lixo ameniza o problema desde que o excesso de embalagens seja destinado à reciclagem. "O melhor mesmo é evitá-la, levando sua sacola retornável às compras", enfatiza Heloísa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.

Lição 10
: Prefira as pilhas recicláveis
Para pilhas e baterias comuns, a melhor opção são as recarregáveis. A legislação brasileira desobriga o recolhimento pós-consumo por fabricantes que garantem pequenas quantidades de metais pesados nos produtos. "O problema são as pilhas importadas e pirateadas, que costumam ultrapassar esse limite. Essas não devem ser compradas", afirma André Vilhena, diretor executivo da ONG Cempre (Compromisso Empresarial para a Reciclagem). Nos aterros, elas não causam danos ambientais porque não entram em contato com o solo e a água. Em cidades que ainda mantêm lixões a céu aberto, o ideal é procurar locais que recolhem pilhas usadas. As baterias de celular contêm metais pesados perigosos e devem ser entregues pelo consumidor em assistências técnicas autorizadas pelo fabricante ou em postos de coleta. O site do Ministério do Meio Ambiente traz uma lista com os postos de entrega em todo o país.

Lição 11:
Isopor é reciclável?
Diferentemente do que se imagina, o EPS (poliestireno expandido) e o XPS (poliestireno extrudado) são recicláveis e devem ser separados juntamente com os plásticos. O EPS é o isopor mais rígido, comum nas embalagens de eletroeletrônicos. Já o XPS, menos resistente, é encontrado em copos e bandejas de alimentos. "Como poucos brasileiros sabem disso, quase ninguém separa o isopor e isso inibe o interesse das empresas pela reciclagem do produto", diz Silvia Rolim, assessora técnica da Plastivida. Em Santana do Parnaíba, SP, a Associação Vila Esperança de Materiais Recicláveis é uma das cooperativas que recebem o material.

Lição 12
: Sobrou tinta na obra. O que faço?
Latas com restos de tintas, vernizes, impermeabilizantes e outros materiais de construção podem conter substâncias tóxicas e, por isso, não são recicláveis nem devem ser destinadas à coleta municipal de lixo. Se estiver construindo ou reformando sua casa, separe as sobras desses materiais para os caçambeiros, que levam entulho de construção civil para aterros de inertes, apropriados para receber esse tipo de produto. Consulte na prefeitura de sua cidade a lista de empresas habilitadas.

Lição 13: Nem tudo se recicla
Por mais que sua consciência esteja atenta para o problema do lixo, alguns materiais não devem ser colocados entre os recicláveis, e sim acrescentados ao lixo orgânico. No grupo dos papéis, não é possível reciclar celofane, fotografias, fitas e etiquetas adesivas, papel-carbono, papel vegetal, papel para fax e papéis encerados ou plastificados, além de papel higiênico, guardanapo e papéis muito engordurados. Já entre os plásticos, poucos ficam de fora. São eles: as embalagens plásticas metalizadas (de salgadinhos e biscoitos) e os plásticos chamados termofixos, usados na fabricação de alguns computadores, telefones e eletrodomésticos.
Espelhos, cristais, tubos de TV e de computadores, ampolas de medicamentos, cerâmicas e porcelanas também não retornam ao ciclo produtivo. O mesmo acontece com os vidros de janelas e de automóveis, embora eles possam ser doados ou até vendidos para lojas que revendem material de demolição para a construção civil. Na família dos metais, quase tudo se recicla, com exceção de esponjas de aço, tachinhas, clipes, grampos, pregos e canos. Como reduzir ainda é a melhor saída, use sua criatividade para transformar alguns desses produtos em peças de artesanato. O planeta agradece! Ah, e aproveite para se inspirar nas idéias dos vencedores do Prêmio Planeta Casa, iniciativa de Casa Claudia.

Lição 14:
Organize a coleta no condomínio
Se seu prédio ainda não faz a coleta seletiva dos materiais recicláveis, que tal dar o primeiro passo? Em São Paulo, o Instituto GEA – Ética e Meio Ambiente oferece consultoria gratuita aos interessados em iniciar o processo. Ana Maria Luz, presidente da instituição, dá algumas dicas:
- Procure saber os tipos de lixo que o condomínio produz e se vale a pena vender alguns materiais (ou apenas doá-los);
- Descubra quem poderá retirar o lixo. Pode ser uma concessionária de coleta seletiva da prefeitura ou uma cooperativa de catadores;
- Pense na logística interna e no local para o armazenamento dos materiais;
- Mobilize os moradores com cartazes informativos nos elevadores, halls e apartamentos;
- Mantenha a motivação dos moradores com comunicados que tragam os resultados positivos do projeto.